quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

QUARTA CAPA


O poeta

é o que busca na palavra

a dimensão do átomo.


O silêncio extremo

por detrás de cada fato.


O poeta é o etéreo e o ácido

na pele dos valores estáticos.


Estéticos são seus baralhos.


O poeta é o vapor barato e o

lance de dados. O acaso e

o atalho.


Macalé e Mallarmé

no mesmo saco;


O poeta é um guapo.



LAU SIQUEIRA

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