
quando meus olhos
invadiram tua pele
e teus poros saltaram
sobre a minha saliva
engoli teu cio
e percebi um riso liberto
na gemedeira do
silêncio
e foi como um véu
na noite chuvosa
que lá fora zelava
os ferrolhos de uma
solidão que não mais
conjuga verbos
sofridos
porque o gozo é um
álibi para a eternidade
do instante que tatua
a memória branca dos
espelhos
(...)
signos retidos no aço
volumoso da canção
que não ouvi e nem sei
se existirá alegre
ou triste
(no desejo e
na possibilidade
do mesmo
e intenso toque)
(poema vermelho – lau siqueira)
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