quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

boca de bonna



quando meus olhos

invadiram tua pele

e teus poros saltaram

sobre a minha saliva


engoli teu cio

e percebi um riso liberto

na gemedeira do

silêncio


e foi como um véu

na noite chuvosa

que lá fora zelava

os ferrolhos de uma

solidão que não mais

conjuga verbos

sofridos


porque o gozo é um

álibi para a eternidade

do instante que tatua

a memória branca dos

espelhos


(...)


signos retidos no aço

volumoso da canção

que não ouvi e nem sei

se existirá alegre

ou triste


(no desejo e

na possibilidade

do mesmo

e intenso toque)



(poema vermelho – lau siqueira)

Nenhum comentário: